Trump make Israel great: prossegue o genocídio dos palestinianos

No final desta segunda-feira, a tropa israelita já havia assassinado 55 palestinianos e ferido mais de 2700, quando estes se manifestavam massivamente contra a instalação da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém

Netanyahu celebrando a mudança da embaixada ameaçou construir para “este, oeste, norte e sul”. A ONU que faça resoluções. Já há alguns anos o representante de Israel numa reunião da Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, dizia “Vocês fazem resoluções, nós fazemos colonatos”.

Com a inauguração, em festa, da embaixada dos EUA em Jerusalém não acaba o papel de intermediador para a paz dos EUA: a tarefa dos EUA sempre foi assegurar o papel terrorista do sionismo Israelita no Médio Oriente.

A mais importante conferência para a paz, o Tratado de Oslo em 1993, que deu o prémio Nobel da paz aos três intervenientes, Isaac Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat, traduziu-se numa vergonhosa capitulação de Yasser Arafat, no auge da Primeira Intifada que ninguém sabia como parar, a não ser… com o tratado de Oslo!

Ao mesmo tempo que se festeja em Jerusalém mais um acto na sucessão de violações do acordo de Oslo, os palestinianos na fronteira da Faixa de Gaza com Israel enfrentam o exército sionista de novo e evocam claramente o poder das intifadas.

Está em curso um genocídio

Desde que a ONU em 1948 “formou “ o estado de Israel no seguimento do terrorismo sionista sobre os habitantes palestinianos, adiando sine die o estado palestiniano, Israel violou todas as resoluções da ONU dando seguimento ao objectivo primordial do sionismo: a limpeza étnica cuja forma se insere na definição da ONU de genocídio. Chamar ao que se passa na Palestina apartheid, é ignorar a realidade e que o estado de Israel tem todo o tempo do mundo, que lhe é concedido por todas as potências e países que se lhe vergam por subserviência aos EUA.

São setenta anos de cumplicidade com o genocídio!

O Governo português assegurou não alinhar no truque da mudança de embaixadas. Um passo em frente para um Estado que tem aceitado o sinistro plano sionista sem praticamente piar.

Portugal deveria retirar a sua embaixada de Israel. Seria bonito que, pelo menos, a não participasse na Eurovisão do próximo ano em Israel, para não ser cúmplice da propaganda de um estado terrorista e genocida.

Catarina Martins condena ataques lançados por Israel contra a Palestina

Na opinião da Coordenadora do Bloco de Esquerda, citada pelo esquerda.net, Portugal “fez muito bem” em não ter estado presente na inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém, que classifica de “quebra das regras do direito internacional e de todas tentativas de processo de paz”.

“Portugal não esteve presente na inauguração da embaixada e fez muito bem. A decisão de Donald Trump e dos EUA de porem uma embaixada em Jerusalém é uma quebra das regras do direito internacional e de todas tentativas de processo de paz. Israel está neste momento a lançar ataques sobre a Palestina”, disse Catarina Martins.

“Todos os que acreditam no direito internacional e na autodeterminação dos povos têm de se opor a esta manobra de apoio a um regime que está a fazer violentos ataques”, concluiu Catarina Martins.

Foto: neverbeforecampaign on Visualhunt.com

Deixe um comentário