Sobre a celebração do 25 de abril na Assembleia da República

Evocar o 25 de Abril na AR, em tempo de Emergência, CONDICIONADAMENTE, é, simbolicamente, um valor acrescido.

Na Roma Antiga, em tempos de crise, o Senado dispensava todo o Poder, provisoriamente, a um TIRANO no sentido de guardião dos poderes para os utilizar para o Bem de todos. Depois devolvia-o.

Infelizmente, os abusadores degeneraram em ditadores e hoje são sinónimos. O Estado de Emergência foi autorizado pela Assembleia. O Presidente propôs, ouvido o Governo. Se a Assembleia não autorizasse, não existiria. Todos os Poderes estão, no limite, sujeitos à Assembleia. Mesmo quando o Presidente a dissolve, porque é para eleger outra. Assim se balança o Equilíbrio Democrático. Não é por acaso que é na Assembleia que o Presidente toma posse e faz o Juramento. Não é por acaso que Assembleia aprova o Orçamento de Estado e, indirectamente, valida o Programa de Governo.

Celebrar Abril em pleno Estado de Emergência, com os cuidados respectivos, não é desrespeitar quem quer que seja ou o que quer que seja. Muito menos os sacrifícios em curso.

Evocar o 25 de Abril na Assembleia é garantir aos Portugueses que a Liberdade está assegurada e protegida. É afirmar que a Liberdade é um BEM MAIOR e que a situação de excepcão é provisória ao serviço de um Fim Maior que é a Saúde e a Vida.

1 comentário em “Sobre a celebração do 25 de abril na Assembleia da República”

  1. Evocar o 25 de Abril na assembleia é garantir aos Portugueses que a liberdade está assegurada, mas não deve ser assegurada para todos.
    Quando, cada vez se vê mais a inconsciência de certas pessoas, o momento que estamos a viver não é para brincadeira mas, muitos pensam em andar a contaminar e a espalhar o virus por todo o lado sem sentido de liberdade e respeito pelo próximo. A noticia que ouvi ontem sobre a questão de medir as temperaturas era ilegal e considerada um atentado á privacidade do cidadão isto a mim faz-me rir com tanta hipocrisia, se alguém tiver contaminado é simplesmente descriminado, desculpem lá então o que é que eu estou a fazer confinado em casa vamos todos sair prá rua. Isto não é descriminação, mas sim proteção, ou as pessoas ainda não têm consciência de que este virus nem a ciência sabe como irá lidar com semelhante consequência. Só para arrematar, gostava de deixar a minha opinião vamos deixar de ser totós e egoístas e ver o mundo como deve ser vivido. com o modo de pensar destas pessoas eu estou contaminado mas não digo a ninguém, então não quer ser curado quer destruir a vida de outras pessoas. Isto está-me a tornar uma pessoa diferente, e a ver o ser humano como um ser a desprezar. Se essa pessoa está contaminada simplesmente vamos tentar cuidar dela, ela tem que saber que não está a ser posta de lado, só que não pode andar a propagar o virus a torto e a direito. Porque não se pode saber a identidade das pessoas para não serem descriminadas isto não é descriminação volto a repetir é prevenção. Então vou fazer uma melhor comparação, porquê? as finanças têm uma lista dos devedores as finanças qualquer pessoa pode ter um azar na vida, o negocio correu menos bem, mas aí já fica bem a descriminação porque na freguesia de residência sabe bem comentar a vida dessa pessoa, mas não é porque ele não pagou as finanças. No fundo comentam com inveja de não ter o que ele tem, uma vida boa, é isso que as pessoas não entendem sim porque no fundo a maior parte dos comentadores são de pouca cultura.
    Outro exemplo ouve um senhor que foi ao hospital com problema de coração, mas afinal estava na lista dos infecionados e escondeu, com medo que não fosse atendido. Mais uma vez relembro isto não é descriminação, para é crime porque esse fulano foi contaminar pessoas que estão lá para nos ajudar na saúde, e que também têm família, por isso é que eu estou a ser muito radical e digo mais, se eu fosse o médico de serviço da minha parte esse sujeito não teria mais cuidados nenhuns.

Deixe um comentário