Reformados e pensionistas exigem respeito

Mais de cem reformados e pensionistas concentraram-se esta segunda-feira à porta da residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, em Lisboa. Foi uma ação de protesto contra os miseráveis aumentos previstos para as reformas e pensões.

Esta iniciativa foi uma iniciativa do núcleo de Coimbra da APRe!, secundada por outros núcleos da associação, designadamente pelos núcleo da Margem Sul, de Lisboa e do Seixal.

Francisco Tomás: “Os reformados não são descartáveis, exigem respeito!”

O protesto assumiu a figura de “Cantares das Janeiras”, mas onde não faltaram também as canções de José Afonso…. Os cantares levaram ao primeiro ministro a indignação pelos aumentos de 2,80 euros e 1,90 euros, previstos na proposta de Orçamento de Estado para este ano.

Francisco Tomás, do núcleo da APRe! da Margem sul e um dos participantes na mobilização, ouvido pelo Via Esquerda defendeu que os protestos deveriam continuar “até serem assegurados rendimentos dignos na velhice a quem trabalhou e descontou anos a fio”. “Não aceitamos ser tratados como coisas descartáveis, a quem se atiram umas esmolas. Somos pessoas, exigimos respeito!”, acrescentou.

1 comentário em “Reformados e pensionistas exigem respeito”

  1. Os reformados e pensionistas não fazem greve, não perturbam minimamente o poder.
    A maioria dos sindicatos, sejam ou não da Função Pública, parecendo muito reivindicativos e com grandes faixas e frases-feitas a exigir medidas sociais, ‘esquecem’ que ao deixar o ‘activo’, irão também para o lado dos que não contam… para o lado daqueles para quem os governos se estão nas tintas.
    O pouco ruído que pensionistas possam fazer é completamente ignorado pelo governo (a maioria dos reformados nem dinheiro tem para se dar ao luxo de se deslocar a S. Bento) e como o PS considera os mais ricos (indivíduos e empresas) como intocáveis, não só recusa impedir-lhes que roubem, como ainda lhes entrega o dinheiro do saque que fazem a quem trabalha ou já trabalhou uma vida inteira. Veja-se como andamos a pagar, indemnizar e encher os bolsos aos Bancos, banqueiros e outra ladroagem, que exigiu a venda de Portugal ao FMI.
    Claro que assim não há dinheiro para aumentos, porque para o PS ou para o PPD, o TINA é igualzinho ao da Troika.
    PS e outros do ‘centrão’ só começariam a sentir as pernas a fraquejar e o beicinho a tremer, se a maioria dos dois milhões de reformados, que recebem pensões de miséria, nas próximas eleições para as Autarquias votassem em quem efectivamente os defende.

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