Presidente da República defende negócios na saúde

Em entrevista à Lusa, Marcelo rejeita o que classifica de Lei de Bases da Saúde “fixista” e que representará apenas “o triunfo de uma conjuntura”, seja de quatro ou oito anos. Contrapõe que esta deve ser “uma lei de regime”, em que não deve haver “grande clivagem entre PS e PSD”. Na sua opinião, a instabilidade legislativa “não é compatível com investimentos a médio e longo prazo na saúde”.

Ora, investimentos públicos a médio e longo prazo na saúde não são problema: são, sim, garantia de construção de um forte Serviço Nacional de Saúde, de qualidade, público e universal. Na realidade, Marcelo está é preocupado com a incerteza dos investimentos privados, os que se alimentam do negócio da saúde e dos recursos públicos.

O setor privado da saúde tem vindo a crescer à conta de dinheiro público. Hoje, 50% cento das receitas dos hospitais privados são dinheiro público; 70% das receitas de clínicas de análise e diagnóstico são dinheiro público. Mas os privados querem mais. Marcelo dá-lhes voz

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