Moedas não cumpre deliberação municipal de hastear bandeira trans na CML

Carlos Moedas violou de forma antidemocrática uma decisão maioritária aprovada ontem em reunião da Câmara Municipal de Lisboa que determinava que hoje, dia 31 de de março, seria hasteada nos Paços do Concelho a bandeira azul, rosa e branca, do Movimento Trans, para comemorar o Dia Internacional da Visibilidade Trans.
No dia 31 de março comemora-se o Dia Internacional da Visibilidade Trans para assinalar as lutas e conquistas alcançadas e promover o reconhecimento das pessoas trans e de género diverso. Visibilidade para expressar que as pessoas trans são muito mais do que as narrativas distorcidas pelo preconceito, pela ignorância e pelo conservadorismo.  Visibilidade para criar espaço social, combater todas as discriminações e impedir a limitação das vidas que são complexidade, multiplicidade, fluidez e corpos orgulhosamente fora das normas impostas.
A atitude do presidente da CML é profundamente antidemocrática e discriminatória, numa clara cedência aos setores mais conservadores que o apoiam. Abre, desta forma, um precedente grave que coloca em causa a confiança dos/as munícipes nas deliberações da Câmara e na fiabilidade do presidente no cumprimento das legítimas decisões do executivo municipal.
O voto de saudação que continha a deliberação de hastear a bandeira foi apresentado pela vereadora Paula Marques, independente (Cidadãos Por Lisboa – CPL) e subscrito pelos/as vereadores/as do PS, Livre e Bloco de Esquerda que contou também com o voto favorável do PCP e a abstenção de uma vereadora do PSD.
Hoje, ao final da manhã, perante o incumprimento da deliberação da CML, vereadores de algumas destas forças políticas tomaram a iniciativa de hastear a bandeira trans no edifício da Praça do Município onde se situam os gabinetes dos grupos municipais da oposição.
Pode ser uma imagem de ao ar livre e monumento

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