Já saiu a “Ecossocialismo”

A publicação da revista ECOSSOCIALIMO, dirigida por Rui Cortes é,  provavelmente, o mais importante contributo dos últimos anos em Portugal para a renovação e a afirmação de uma corrente marxista e o debate sólido e participado sobre a atualidade e o socialismo numa época marcada pelo Antropoceno.

Este primeiro número da ECOSSOCIALISMO, já em distribuição,  conta com artigos de Rui Cortes – “E quando as bombas deixarem de cair?”, António Eloy – “Rompamos com o silêncio”, Mário Tomé – “Saudades da Greta”, Manuel Carlos Silva – “Desigualdades de classe e étnico-raciais: uma secular e pesada herança mas superável no ecossocialismo (1ª parte)”, Jorgete Teixeira | Manuela Tavares | Maria José Magalhães | Ana Sartóris – “Ecofeminismo: contra todas as discriminações, pela defesa do planeta e pela paz”, Sílvia Carreira – “V encontros Internacionais de Lisboa 2022”, Michael Lowy – “XIII Teses sobre a catástrofe iminente (ecológica) e as formas (revolucionárias) de a evitar”, Ecologistas en Acción – “Ecofeminismos decoloniais: abrir olhares para construir pontes”, Paulo Sampaio – “Ecosaúde socialista”, Arlindo Rodrigues – “Sobre a rede brasileira de ecossocialistas”, e de Chema Mázon – “Fukushima. Não percamos a memória”.

Rui Cortes, diretor da ECOSSOCIALISMO, é Professor Catedrático da UTAD, foi membro do Conselho Geral da Universidade. Doutorado em Ciências Florestais. Especialista na área dos Recursos Hídricos e Ecologia Aquática. Investigador do CITAB. Desempenhou funções como membro do Conselho Nacional da Água (em representação do Conselho de Reitores) e do Observatório Independente dos Fogos Rurais (nomeado pela Assembleia da República). É colunista habitual no Via Esquerda.

O diretor explica o que se pretende com a nova Revista:

“[Pretendemos] Dar voz a todos aqueles que se revêm na convergência das múltiplas lutas sociais e ambientais, numa visão que não renega as lutas de classe e que vê no esgotamento dos recursos naturais pelas políticas neoliberais a expressão do capitalismo selvagem que é preciso combater.

Não nos revemos, assim, num ambientalismo politicamente inofensivo, mas sim na evidência da destruição do meio ambiente como consequência do capital. Mas também nada temos a ver o produtivismo de base soviética, afinal outro motor de repressão e desigualdades e insustentável ambientalmente.

A urgência desta Revista é evidente: as alterações climáticas são a consequência duma lógica de expansão infinita do capital, que transforma tudo em mercadoria desde a terra, a água até o ar que respiramos.

Naturalmente vamos divulgar textos teóricos nacionais e internacionais, mas também artigos de reflexão e de análise da situação política atual.

Como é bom de ver, estes objetivos tornam a Revista Ecossocialismo única no panorama das publicações existentes. E que falta faz…

Mas, por muito nobres que sejam os objetivos, a sua concretização apenas se realiza desde que possamos contar com a tua preciosa colaboração. Uma assinatura anual da Revista Ecossocialismo (publicação quadrimestral) fica em apenas 15 euros e garantirás a receção de cada número, em casa. Muito pouco para uma Revista que visa a formação teórica e a congregação de esforços pela consciencialização face a um sistema capitalista disruptor do equilíbrio ecológico e conducente à tragédia ambiental.”

ECOSSOCIALISMO, no Porto

Este domingo, 19 de junho, pelas 17:00 horas, a ECOSSOCIALISMO será apresentada no Café Ceuta – Porto. Posteriormente, terão lugar apresentações em Braga – dia 30 de junho, e em Lisboa – dia 2 de julho.

Como receber a Revista em casa ?

Assinatura anual (3 números): 15,00 euros (inclui IVA e portes CTT)
Efetuar transferência bancária para o IBAN PT50 0035 0819 00056664330 58
Enviar cópia/foto do comprovativo da transferência para:
ecossocialismorevista@gmail.com
indicar no e-mail: nome e morada completa

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