Ensino Superior: Bolsas têm de aumentar

Durante um debate por videoconferência promovido pela Convergência do Bloco de Esquerda, António Fontainhas Fernandes, Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro defendeu que “não podemos voltar aos tempos da troica, pois não nenhuma instituição pública que tenha orçamento suficiente para pagar os seus salários. Se diminuir o financiamento do Estado, a precarização vai aumentar.

O também presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) afirmou que objetivo é alargar a base social de recrutamento das universidades. “Este ano temos uma oportunidade para mostrar que os alunos do ensino profissional também podem ter o direito de se formar. E estes estudantes, em geral de classes sociais com mais dificuldades, só poderão participar se a escola os acolher e se existirem apoios sociais.” O financiamento para bolsas de estudo terá, portanto, de aumentar.

António Fontainhas Fernandes sublinhou que falava como Reitor de uma instituição [a UTAD] que tem 70% de alunos deslocados e 38% de bolseiros. “Sei o que é ser um jovem sem capacidade económica e que não pode ser abandonado”, vincou

Fontainhas Fernandes: “Sei o que é ser um jovem sem capacidade económica e que não pode ser abandonado”

Daí considerar que “se as bolsas continuarem apenas estritamente dependentes de fundos europeus, o país tem que repensar o que estamos a fazer. Porque, se amanhã não houver “Europa”, não há bolsas, nem há ensino superior. E então aí, desligamos todos o écran… é preciso ver que isto é um dever do Estado!”

Ensino Superior deve ser presencial

O ensino no próximo ano deve ser presencial, afirmou o presidente do CRUP, embora com segurança. “Vamos avaliar a situação em setembro ou outubro, pois ninguém fará futurologia. Mas o ensino só fará sentido se for presencial”, disse.

António Fontainhas Fernandes respondia dessa forma a vários participantes no debate – todos professores do ensino superior — que, de uma forma geral não consideraram o ensino à distância, tal como adotado durante a pandemia, como uma alternativa ao ensino presencial.

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