Dez mortos por mês, a trabalhar

Ao todo, entre janeiro e agosto deste ano, morreram 87 trabalhadores em acidentes laborais, mais de dez por mês. A larga maioria (72) morreu no local de trabalho.

Este elevado indicador de sinistralidade resulta de 178 acidentes laborais graves, até agosto, dos quais 169 ocorreram no próprio local de trabalho

O sector mais atingido foi o da Construção Civil, em que morreram 36 trabalhadores, nos primeiros oito meses do ano — mais de um por semana. Na industria transformadora morreram 23 trabalhadores. A maioria dos acidentes fatais ocorre em empresas com menos de 9 trabalhadores.

Segundo a ACT, entidade que forneceu estes dados, este ano está ser pior do que o ano passado, ano em que morreram a trabalhar 111 pessoas, uma média de 9 por mês. Desde o início de 2016 até agosto último, morreram 328 pessoas, em acidentes laborais. Uma catástrofe.

A elevada sinistralidade laboral terá a ver com a “poupança” das empresas em medidas preventivas, nos altos ritmos de trabalho impostos e em horários sobrecarregados.

Os revisores e operadores de bilheteira da CP, por exemplo, referem que, este ano, muitos trabalhadores já ultrapassaram o dobro das horas extraordinárias admitidas por lei.

A exploração mata trabalhadores

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