Cresce a resistência à ofensiva contra os trabalhadores. Greve Geral no horizonte

Cerca de 100 trabalhadores  de várias empresas,  como a Altice, a RTP, a TAP e Ground Force, e de setores como  Função Pública, Estivadores, Professores, Motoristas de Matérias Perigosas, lotaram completamente uma ampla sala da “Fábrica de Braço de Prata”. Na sua maior parte eram membros das ORTs – Organizações Representativas dos Trabalhadores e juntaram-se, este fim de semana, para a debater a sua defesa dos ataques do patronato. A este debate juntaram-se sociólogos, estudantes e e juristas, como António Garcia Pereira.

Este Encontro Nacional muito participado foi uma iniciativa da Plataforma “Trabalhadores Atacados não podem ficar isolados”. Aprovaram um Manifesto em que tornam pública a sua decisão de:

“– Bater-se nos locais de trabalho, ao lado de todos os trabalhadores e organizações pela unificação de
todas as lutas no combate aos despedimentos e à precariedade!
– Pelo aumento geral dos salários e pela redução do horário de trabalho para 35 horas/semanais para todos!
– Pela revogação das leis laborais da troika! Combate a todas as formas de precariedade, à “uberização”
das relações de trabalho e ao trabalho escravo! Por contratos de trabalho e direitos iguais para todos!
– Pelo restabelecimento da contratação colectiva, reposição integral do princípio do tratamento mais
favorável ao trabalhador, pela sucessão das convenções colectivas, o fim da denúncia e caducidade
unilateral pelo patronato, a revogação das normas sobre a adaptabilidade e o banco de horas individual!
– Pela defesa intransigente do direito à greve.”

Para estes trabalhadores, “As centrais sindicais, sindicatos e comissões de trabalhadores e movimentos sociais têm o dever de impulsionar este movimento pela unidade e trabalhar em conjunto pelas reivindicações de todas e todos.” E vão mais longe, sublinhando que “contra a ofensiva geral, só a GREVE GERAL imporá a mudança!”

 

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