Bloquistas propõem amplo debate para uma posição forte e unida sobre as presidenciais

Ativistas do Bloco propuseram o início de um “amplo e participado debate interno” sobre as presidenciais para que a posição a tomar constitua “um forte fator de mobilização e de unidade” para enfrentar “a próxima batalha eleitoral nacional da maior importância, as eleições presidenciais, em Janeiro de 2021”.

Em carta dirigida à Comissão Política bloquista por cerca de três dezenas de militantes, é referido que “urge um debate participado que inclua todas e todos os aderentes do nosso Bloco, gente de pensamento e de luta, e não meros sujeitos de recolha de assinaturas para um processo de candidatura presidencial”, como “condição fundamental para uma mobilização consciente e empenhada nesta difícil batalha política, em que precisamos do máximo de unidade, conseguida na pluralidade do debate interno democrático.”

As eleições para o PR são convocadas, nos termos da lei eleitoral, com pelo menos 60 dias de antecedência, período em que são formalizadas as candidaturas com a entrega de 7500 assinaturas no Supremo Tribunal de Justiça. Contudo, é previsível que após o verão as candidaturas dos vários quadrantes políticos surjam na disputa política. Na realidade, para além da já anunciada candidatura da extrema-direita, a candidatura do atual PR parece ser uma inevitabilidade e tudo indica que terá o apoio oficial do PS, conforme indiciou António Costa no final de uma visita à fábrica da AutoEuropa.

O Bloco contribuirá para uma alternativa de esquerda nas presidenciais, capaz de desafiar a ideia do “consenso nacional”, sempre favorável a quem está no poder. Referem os militantes bloquistas que “esta é uma batalha política da maior relevância, pois não estando em causa a política de governação executiva do país, contém em si um forte debate sobre o sistema político em que vivemos, onde todos os dias vemos reforçada a distância entre uma esmagadora minoria de financeiros e uma avassaladora maioria de gente humilde de trabalho sem recursos para uma vida digna. A exposição pela crise pandémica das graves desigualdades e discriminações que vivemos na nossa sociedade e as várias opções sobre a resposta à crise social e económica, certamente que tornarão ainda mais diferenciador o debate em torno das candidaturas que irão surgir.”

Em virtude de a XII Convenção Nacional ter sido adiada – esteve marcada para Outubro –  “é a hora exata de avançarmos para um processo de decisão que nos envolva a todas e todos, assente no debate interno participado, plural e democrático” pelo que é proposto para a “próxima Mesa Nacional, que deverá ter lugar atempadamente, um ponto de debate e resolução sobre as próximas eleições presidenciais”  e a “convocação de um amplo debate interno sobre as presidenciais, recorrendo às formas estatutárias disponíveis para esse efeito, de modo a proporcionar a participação do maior número de aderentes no processo de decisão e a constituir um forte fator de mobilização e de unidade.”

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