Apelo a um movimento de mobilização e solidariedade com os trabalhadores da TAP, da GALP, da EFACEC e de todas as empresas ameaçadas

Assistimos nas últimas semanas a uma ofensiva sem precedentes contra os trabalhadores e empresas fundamentais deste país.

O plano da UE e do governo para a TAP prevê milhares de despedimentos e cortes radicais dos salários dos trabalhadores que ficarem, sob a chantagem do encerramento da empresa.

Os accionistas da GALP anunciaram o encerramento da refinaria de Matosinhos.

Na EFACEC, anuncia-se um plano de reprivatização, que destruirá centenas de postos de trabalho.

Na banca, com milhões de euros de lucros, encerram-se balcões e despedem-se trabalhadores às centenas.

Em muitos outros sectores, sucedem-se planos de ”reestruturação” e de despedimento colectivo.

A coberto da pandemia, destroem-se contratos de trabalho e generaliza-se o desemprego. A miséria e a fome alastram pelas cidades e pelas vilas.

Nós dizemos:

Não aceitamos os despedimentos na TAP e na GALP!

Não aceitamos as reprivatizações e planos de reestruturação e despedimento na EFACEC, na banca e em todos os sectores.

Não aceitamos o encerramento das empresas.

Não aceitamos os cortes salariais.

Não aceitamos a cessação unilateral de acordos de empresa.

Os trabalhadores não são descartáveis!

Os trabalhadores da TAP, da GALP, da EFACEC, da banca, não têm qualquer responsabilidade na crise.

Os trabalhadores da GALP foram usados enquanto isso serviu para os lucros milionários da empresa.

Não aceitaremos que estes milhares de trabalhadores sejam atirados para o desemprego e a precariedade, aumentando o rol dos milhares de despedidos desde o inicio da pandemia, em grande parte jovens.

A luta dos trabalhadores da TAP, da GALP, da EFACEC, da banca, para travar os planos de desmantelamento e destruição é a luta de todos.

Ganhar essa luta é vital para todos os trabalhadores deste país.

Oferecemos a nossa solidariedade total aos trabalhadores da TAP, GALP, da EFACEC e de todas as empresas ameaçadas e apoiamos todas as medidas de luta e resistência que decidirem.

A hora é de construir uma grande frente de resistência do trabalho para vencer esta batalha, uma frente de todos os trabalhadores com as suas organizações sindicais e CTs para derrotar os planos de miséria.

Todas as forças políticas que se reclamam da defesa do 25 de Abril e da Constituição e os deputados eleitos com os votos dos trabalhadores têm o dever de se associar a esta frente e a este combate.

Assinado:

Bento Correia, activista social e laboral, Queluz
Antonio Castela, membro CT Alfândegas, aeroporto de Lisboa
Carlos Cordaz, membro colectivo SOS Handling, activista sindical
José Luis Teixeira, membro da Sub CT Porto,SPdH, Groundforce 
Sub-Comissão de Trabalhadores da Groundforce Porto
Délio Figueiredo, membro da CT do BNP Paribas, Securities Services, Portugal;
Daniel Bernardino, membro da CT Forencia, Pq Industrial AutoEuropa
Mário Tomé, coronel, capitão de Abril
Jose Casimiro, activista social/laboral;
Roberto Tavares, membro da CT dos CTT
João Pascoal, membro da CT do Banco Santander Totta;
André Pestana, membro da direção do Sindicato STOP (sindicato de todos os professores);
Nuno Geraldes, membro da direção do Sindicato STCC (sindicato dos trabalhadores dos Call Center)
Renata Cambra, activista climática estudantil
José Santana Henriques, activista sindical
Maria do Carmo Pires, sindicalista
Victor Pinto, linguista
Antonio Grosso, SBSI, reformado
Nelson Silva, coordenador da CT da RTP e dirigente do SINTAV
Isabel Moreira, secretariado da CT da RTP
António Louçã, secretariado da CT da RTP
Paulo Mendes, CT da RTP e dirigente do SINTAV
José Carlos dos Santos Vasconcelos, dirigente sindical STFPSN (função pública), Barcelos
Vasco Manuel Torres dos Santos, dirigente sindical STFPSN (função pública), Barcelos
Pedro Cardoso, trabalhador independente
Gil Garcia, professor
José Manuel Andrade da Luz, operário caldeireiro, antigo membro da CT da Lisnave
José Oliveira, professor reformado
Paulo Pereira, gestor de projectos
Paulo Seara, diáspora portuguesa, Escócia
Rui Costa Santos, professor
Domicília Maria Correia da Costa, reformada, ex-deputada do Bloco de Esquerda 
Rui Rodrigues, professor, FCT Nova
Adriano Zilhão, economista
José Sá, SPdH/Groundforce
Manuel Carlos Silva, sociólogo e professor, Braga

Carlos Marques, antigo candidato à presidência da República, Lisboa

Comissão de trabalhadores (maioria) da Peugeot Citroen Automóveis, S.A

 

Foto Crédito CGTP

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