Trabalhadores da Manutenção Militar lutam na rua pelos postos de trabalho

Manutenção Militar 22 Abril 2015

Na última terça-feira, à tarde, trabalhadores da Manutenção Militar (MM) do Entroncamento esperaram em vão pelo Ministro da Defesa, junto à sede da Nersant, em Torres Novas. Os trabalhadores contavam com uma anunciada visita ministerial à associação empresarial para protestarem, de viva voz, contra a situação precária de 32 deles, inesperadamente atirados para a “mobilidade”, por alegada “extinção do posto de trabalho”.

Recorde-se que colocação no regime de “mobilidade” leva a cortes nos vencimentos para 60%, primeiro e de 40%, depois.

A concentração dos trabalhadores da MM contou com o apoio do sindicato do sector e da União dos Sindicatos de Santarém, com a presença do seu coordenador, Rui Aldeano.

Também Carlos Matias, vereador (BE) da Câmara do Entroncamento esteve junto dos trabalhadores. “Por solidariedade”, explicou ao EOL. O vereador do BE já aqui havia publicado uma violenta crítica à passagem destes 32 trabalhadores para o regime de “mobilidade”.

O ministro Aguiar Branco acabaria por não vir, mas os trabalhadores aproveitaram para passar o seu protesto através dos vários jornalistas presentes, também eles na expectativa da visita ministerial.

Câmara do Entroncamento solidária

Na sua mais recente reunião, a Câmara Municipal do Entroncamento decidiu manifestar “a sua inteira solidariedade com os trabalhadores da Manutenção Militar – Entroncamento, na sua exigência de manutenção dos seus postos de trabalho e de respeito pelos seus direitos.”

Na Moção proposta pelo vereador Carlos Matias (BE) e aprovada por unanimidade, o executivo municipal revela ainda “preocupação e discordância pela progressiva desativação da delegação do Entroncamento da Manutenção Militar, empresa histórica no concelho, cujo encerramento progressivo atinge a economia e a própria identidade local.”

O documento recorda os 32 trabalhadores da Manutenção Militar – Entroncamento empurrados para a mobilidade e agora numa “situação de grande precariedade e debilidade económica, vivendo compreensíveis momentos de incerteza, angústia e desespero.”

A Câmara considera ainda que este “golpe na Manutenção Militar do Entroncamento é, além disso, mais um ataque à economia da nossa cidade, já tão debilitada por sucessivas extinções de postos de trabalho, em especial na ferrovia.”

*Texto original publicado no EOL

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