Governo quer privatizar o resto da A23, antes de ser corrido

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Segundo o Jornal Económico, no segundo semestre deste ano, o governo pretende privatizar os 37 quilómetros da A23 entre Torres Novas e Abrantes, ainda geridos pela empresa Estradas de Portugal. O concurso internacional já terá sido lançado.

A venda da concessão poderá render 65 milhões de euros, uma gota de água a juntar aos 8 600 milhões de euros que todos os anos o nosso país paga em juros da  dívida. Dinheiro saído dos bolsos dos portugueses, a ir direto aos cofres dos credores estrangeiros, numa sangria insustentável.

Vendida a concessão e mais este troço da A23, passará a ser uma empresa privada a amealhar as mais-valias da exploração de quem lá circula. No ano passado, o TMD – Tráfego Médio Diário registado no troço Torres Novas da A23 foi de 12.800 veículos.

Neste caso, os interessados à compra da concessão poderão ser a Scutvias e a Brisa. Quer uma quer outra já exploram troços de autoestradas adjacentes ao que agora irá ser concessionado. A Brisa explora a A1, a Scutvias os restantes 178 quilómetros da A23, entre Abrantes e a Guarda.

Esta nova concessão é mais uma das vendas de Portugal ao desbarato. A estratégia do governo para o país é “sacar muito e depressa”. A tróica mandou, PSD e CDS cumprem com zelo.

O Bloco de Esquerda é frontalmente contra mais esta privatização e continua a defender o fim das portagens da A23, via sem alternativa efetiva e essencial ao desenvolvimento do interior do nosso país.

 

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