Freguesias querem plano municipal contra a violência de género

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Por unanimidade, as Assembleias de Freguesia do concelho, ambas reunidas esta semana, recomendaram à Câmara Municipal a elaboração deste plano.

Num documento subscrito pelos eleitos de todos os partidos defende-se que “temos que “meter a colher”, ser definitivamente intolerantes para com a violência. Mesmo que não nos afete, intervir, denunciar, apoiar e lutar pela erradicação da violência são deveres da cidadania.”

No entanto, verifica-se que “muitas pessoas fingem desconhecer, evitam encarar e denunciar situações de violência que estão logo ali na casa ao lado, na rua por onde circulamos, dentro do elevador.”

Em 2013 foram registadas 27 318 participações de violência doméstica por parte das forças de segurança, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna.

Este ano já foram assassinadas 40 mulheres. A maioria dos casos ocorreu na família em relações íntimas presentes ou passadas. “Uma verdadeira guerra civil no lar, o lugar que, à partida, imaginamos como o mais seguro viver”, consideram os autarcas das freguesias da nossa cidade.

“A violência contra as mulheres é um problema de poder, de justiça, de igualdade, de educação, de segurança. Resulta de uma discriminação de género com raiz na sociedade patriarcal em que vivemos”, acrescentam os autarcas.

O documento conclui, considerando intolerável o massacre das vidas de milhares e milhares de mulheres. “A lei não basta; por isso, os membros da sociedade têm que intervir, denunciar e não fechar os olhos. A prevenção é fundamental, as campanhas, todos os meios que eduquem para o respeito, a não discriminação, a cidadania têm de ser constantes e eficazes. A justiça tem que ser rápida e tem que dar sinais claros de que protege as vítimas e pune os agressores.”

As Assembleias de Freguesia decidiram ainda recordar e homenagear todas as mulheres assassinadas, apelando “aos cidadãos e às cidadãs para que se mobilizem contra este crime”.

* Notícia original do EOL

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