Carlos Matias à Rádio Cidade de Tomar: “Todos devem ter acesso a um médico, possam ou não pagar”

Na Rádio Cidade de Tomar 2

“Durante a maior parte do mês de Agosto, o concelho do Sardoal esteve sem um único médico de família”, denunciou o cabeça de lista de candidatos do Bloco de Esquerda, em entrevista àquela rádio tomarense. “ O governo PSD/CDS garantiu que, no fim da atual legislatura, todos os portugueses teriam um médico de família. Porém, neste momento e só no distrito de Santarém, cerca de 80 mi cidadãos não têm assegurado esse direito básico”, disse Carlos Matias. “Enquanto isso, cresceram em milhões de euros os lucros dos grupos privados de saúde. O Grupo José de Mello Saúde, por exemplo, gaba-se de um crescimento de 14% nos lucros de há um ano para cá”, acrescentou o candidato bloquista. Concluindo, afirmou que a política do ministro Paulo Macedo e deste governo é “acabar com o Serviço Nacional de Saúde, para engordar interesses privados que só atendem quem paga”.

Em contrapartida, o Bloco de Esquerda coloca como central no seu programa a efetiva atribuição de um médico de família a toda a gente. “Ao contrário do que diz o governo, há médicos: mas estão é a ir para os privados, onde não lhes pagam os vencimentos miseráveis que o Estado lhes propõe. Outros reformam-se, fartos da bagunça e das burocracias do Ministério da Saúde. Muitos outros, jovens altamente qualificados, emigram para países onde é reconhecido o seu saber e a sua dignidade profissional”, afirmou Carlos Matias.

“O direito à saúde é um direito humano que tem de ser respeitado. Todos devem ter acesso a um médico, possam ou não pagar”, rematou o dirigente e candidato do Bloco.

Durante cerca de uma hora, o cabeça de lista do Bloco de Esquerda esteve à conversa com a jornalista Elsa Lourenço. Nesta entrevista, conduzida em tom coloquial, o cabeça de lista de candidatos do Bloco de Esquerda enunciou as principais propostas com que o partido se apresenta às eleições de 4 de Outubro.

Além do tema saúde, Carlos Matias falou de ambiente, de florestas, de agricultura, de cultura e da própria democracia. Vincou especialmente a absoluta necessidade de criar emprego e recuperar os direitos de quem trabalha. Para tal, explicou o candidato do Bloco de Esquerda, há que ir buscar dinheiro “onde o há”. “É preciso reestruturar a dívida externa, dilatando os prazos de carência”. E é precisa uma “grande revolução fiscal que alivie os mais débeis e quem trabalha, penalizando o luxo e o supérfluo”.

 

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