Cáritas – Entroncamento apoia 62 famílias

cáritas

O número de famílias apoiadas já foi menor, mas tem vindo a subir. A Cáritas distribui roupa, géneros alimentícios e, ocasionalmente, paga medicamentos, energia eléctrica e fornecimento de água a famílias sem recursos. Cada caso é avaliado e, em função das necessidades, assim é atribuída a ajuda.

Uma delegação da candidatura autárquica do Bloco esteve de visita a esta instituição, a 20 de setembro, no Entroncamento. Integravam a comitiva do Bloco Carlos Matias, Henrique Leal e Anabela Cavalheiro. Foram recebidos por Amélia Martins e Lurdes Aparício. Ao longo de mais de uma hora, falaram do trabalho que desenvolve a pequena equipa de 12 voluntários na área do apoio social.

Tem havido alguma alteração na composição social das famílias apoiadas, explicou Lurdes Aparício. “Enquanto há tempos as dificuldades atingiam sobretudo pessoas idosas, hoje aparece muita gente nova com grandes dificuldades”.

A crise económica, além de aumentar o número de pessoas com graves problemas de subsistência, tem outro tipo de consequências. Segundo explicou aquela responsável “situações de rotura financeira dos casais provocam muita vez a debandada de um dos cônjuges, com a desagregação da família. Há situações muito graves, com crianças pelo meio…”.

Aliás, a falta de roupa para bebé e de enxovais é um dos problemas que mais afecta a instituição. “E de fatos de treino, para jovens”, dizem-nos. Outro problema é a pesada burocracia, que “faz perder muito tempo que poderia ser dedicado a contactar as pessoas”.

O dinheiro vai dando para as despesas. A Cáritas sobrevive financeiramente graças ao apoio do município e da freguesia, às receitas do peditório nacional e da venda de Natal. E de um outro donativo maior, “cada vez menos…”. De alguns supermercados do concelho vêm muitos alimentos a que, para completar os cabazes alimentares, são acrescentados produtos frescos adquiridos no mercado.

O Estado tem responsabilidade para com todos os seus cidadãos e não deveria permitir situações de exclusão económica e social. Governos como o actual promovem fanaticamente o empobrecimento da maioria da população. Atenuando o quanto podem as consequências destas políticas bárbaras, instituições como a Cáritas desenvolvem um meritório trabalho de apoio social e resolvem situações extremas de pobreza e de fome.

Acreditamos que a intervenção das autarquias, em articulação com instituições como a Cáritas, poderá continuar a dar respostas positivas na área social. É nesse sentido que trabalharão os autarcas do Bloco de Esquerda.

João Vieira João Vieira

Artigos relacionados

*

*

Top