Candidatura do BE: muita confiança na apresentação do programa

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Carlos Matias, candidato do BE á Câmara do Entroncamento, defendeu uma taxa de derrama mais baixa para as pequenas empresas, porque “as empresas não são todas iguais”. Frequentemente, micro e pequenas empresas estão no limiar da sobrevivência, apesar de garantirem muitos postos de trabalho.

A proposta do Bloco foi defendida na tarde de sábado no Sabores do Mercado (antigo Centro Cultural), durante apresentação do programa da candidatura do Bloco de Esquerda do Entroncamento. Além do cabeça de lista á Câmara, falaram nesta sessão os vários cabeças-de-lista aos órgãos autárquicos do Entroncamento. A iniciativa viria a ser encerrada por Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco.

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Coube a Henrique Leal, mandatário da candidatura, a apresentação dos vários intervenientes. Houve um momento musical, na voz de Célia Barroca e Céu Dias, seguindo-se, então, a exposição de propostas dos candidatos às juntas de freguesia, Assembleia Municipal e à Câmara Municipal.

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Anabela Cavalheiro, candidata à junta de freguesia de São João Baptista, destacou “a criação de uma Carta Verde, assegurando uma rede de espaços verdes intersticiais na área urbana”, e a promoção de um projecto de hortas urbanas na zona sul. Alertou ainda, para uma situação que urge resolver, a da “limpeza e despoluição da ribeira de Santa Catarina”.

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Dália Seixas Rainho, candidata à junta de freguesia de Nossa Senhora de Fátima, propôs o policiamento de proximidade, como forma de aumentar a segurança, criando uma relação de confiança entre polícias e cidadãos. Falou ainda, de uma questão sensível na nossa cidade, referente à convivência entre as comunidades ciganas e não ciganas. Defendeu a contratação e formação de mediadores escolares e municipais, de etnia cigana, de forma a ajudar a resolver os problemas.

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“Durante o debate, o presidente da Câmara PSD não intervém, nem fornece informação à assembleia Municipal. No final, fala sobre tudo, sem hipótese de contraditório. É inadmissível”, disse Luís Grácio, durante a sua intervenção, enquanto candidato à Assembleia Municipal, defendendo a dignificação da mesma. Falou ainda, de outras questões preocupantes, como a cobrança de portagens na A23, sobretudo, no troço do Entroncamento/Torres Novas. Insurgiu-se contra a nova lei das finanças locais, aprovada por PSD e CDS-PP, que prevê um corte de 23% no Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), recebendo a câmara, menos 366 mil euros.

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O candidato do Bloco à Câmara Municipal, Carlos Matias, propôs a isenção de taxas sobre a publicidade fixa, para pequenas empresas, protegendo, ainda, os pequenos comerciantes, com uma taxa progressiva na derrama, mais baixa para as micro e pequenas empresas.

Defendeu a reposição das concessões de transporte ferroviário, reagindo, também, contra a posição da candidata do PSD, “Na Assembleia Municipal vem apoiar a luta dos ferroviários e, enquanto deputada, foge à questão”. Promover a criação do passe social ferroviário entre Lisboa e o Entroncamento, também é uma das prioridades, “o passe mensal entre Lisboa e o Entroncamento, aumentou, em 10 anos, de 107 euros para 211 euros, uma exorbitância!”.

Recordou, também, a taxação das caixas multibanco abertas para a via pública em igualdade de circunstâncias com todas as outras actividades, “proposta já aprovada na câmara há mais de um ano, mas até hoje nada foi feito”, disse e acrescentou: “Um pequeno comerciante é sempre taxado, mas as entidades bancárias são sempre poupadas à crise”.

Um outro ponto do programa eleitoral, passa por manter na esfera pública os serviços de água, “o fornecimento da água em alta foi entregue há alguns anos pela Câmara PSD à empresa Águas do Centro, daí os pesadíssimos aumentos do preço da água que se têm verificado no Entroncamento, mas o PSD quer também entregar-lhes a distribuição da água em baixa”, disse, criticando o PS local de não ter uma posição clara sobre esta questão.

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Apresentou a cultura como uma prioridade, considerando-a como “a parente pobre” dos orçamentos municipais do PSD: “é tempo de requalificar e devolver o Cine-teatro São João à cidade, dotando-o de novas valências e consumos culturais”.

Catarina Martins, manifestou todo o seu apoio a esta candidatura, prometeu não esquecer a luta dos ferroviários pelas concessões de transporte retiradas, denunciou as privatizações do executivo PSD/CDS-PP, que só destroem o país e a economia. O Governo é “sempre tão fraco para com os fortes e tão violento para com quem está mais frágil, para com quem trabalha neste país”, frisou a coordenadora nacional do BE.

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João Vieira João Vieira

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